![]() | por Thálassa Coutinho |
Ontem foi mais um dia como qualquer outro no Twitter: com algum barraquinho que vira Trending Topic, e por aí vai. E contestando essa frase, SERIA um dia normal se a discussão de ontem não tivesse sido de fato importante, principalmente pra quem, de alguma forma, está envolvido com a moda. Pra quem não pegou o lance, a hashtag #46nãoentra mencionava a indignação de muita gente com uma declaração que a empresária Alice Ferraz, idealizadora do grupo de blogs F Hits, deu ao site da Istoé Dinheiro, quando falava de seu investimento na venda dos ‘looks do dia’, o F Hits Shops.
“Ela funciona da seguinte forma: para acessá-la, a consumidora deve preencher um cadastro com informações sobre seu manequim. Se usar roupas menores que o tamanho 46, a candidata tem chances de ser aceita.”
O fato de 46 ser um número plus size provoca discussão por si só, já que o mercado voltado pra mulheres que vestem acima de 46 é um nicho muito pouco desenvolvido. Mas seremos mais específicas: no caso dessa afirmação soa preconceituoso, porque sabemos que no Brasil grande parte da população está acima do peso. Tire mais outra parcela daí e teremos uma quantidade considerável de pessoas que veste tamanhos plus. Mas e aí? Aí é que poucos param pra pensar em quantas mulheres incríveis e de bom gosto sofrem pra encontrar algo bacana pra vestir. Fora o preconceito com a qual são vistas, o bullying disseminado pela maledicência alheia, o estresse que passam dentro de uma cabine, a tristeza de vestir qualquer coisa (no caso de mulheres com poucos recursos). Eu não só acho como defendo que é um mercado poderoso e que as marcas – grifes e lojas de departamento – devam investir ferrenhamente nesse público, com produção menor que as dos números habituais (já que não é a mesma demanda que a cartela de números ‘tradicional’), mas investir.
Em consequência, entramos naquela discussão da padronização de manequins que simplesmente não existe no Brasil (falei sobre isso aqui). E o sofrimento é geral: eu fui testemunha, diversas vezes, de quanto as etiquetas são mentirosas. Trabalhei como vendedora numa grande marca de jeans, e era assim: calça skinny tinha que ser uns dois números acima, pantalona idem, calça reta um ou dois números abaixo, etc. Eu visto 40 em um lugar e já cheguei a vestir 46 em outro. Ou seja, é outro assunto interligado que deve ser amplamente discutido e revisado pela ABNT.
O que temos de ver aí é uma série de coisas: ao mesmo tempo em que os blogs ajudaram a democratizar a moda e torná-la acessível em diversos aspectos, a maioria defende a estética já há muito estereotipada pelo mundo da moda e pela mídia, que andam de mãos dadas. Também ver o posicionamento das marcas, com relação a um possível interesse em atender esse público carente de moda decente, e não apenas malhas largas como vejo em algumas fast fashions. Além de parar pra pensar que estamos em 2012 e que preconceito com gordo (sem ofensa) não tá com nada. Muita gente é gorda por opção, mas garanto que a maioria faz um esforço imenso pra sair dessa ‘zona de conforto’.
A hashtag que tornou-se um movimento mostrou que tem muita gente que desaprova em particular a posição da empresária (que justificou-se em seu blog e tentou emplacar a tag #46éluxo), mas a real importância desse movimento foi mostrar que temos um público engajado em mudar as más concepções relacionadas ao plus size aqui no Brasil. E não é motivo de orgulho ser gordinha: é orgulho se amar, se achar linda do jeito que é, sem afetações ou estereótipos.
(Leiam esse post que a Carol Lancelloti escreveu em seu blog pessoal, foi o que me motivou a escrever esse post)
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![]() | por Eduardo Tavares |
Podem me chamar de atrasado, mas só por esses dias que vi o filme ‘A Dama de Ferro’, com Meryl Streep. Achei a fotografia e o enredo belíssimos, é um filme magnífico – e para os atrasados como eu, é uma ótima dica!
E quando você presta atenção no figurino se surpreende: os vários tons de azul são o principal no figurino da estrela que dá vida a Margaret Thatcher (inclusive há uma cena do filme em que aparece o closet da primeira ministra, repleto de peças azuis em uma cartela de tons riquíssima), e tudo sempre tão condizente com a personagem que se mostra uma mulher forte, responsável por administrar a economia e a sociedade britânica com “mãos de ferro” e que precisa marcar presença em meio ao mar de ternos pretos no filme, tudo na mais pura elegância! Conjuntos que se encaixavam muito bem com a idade da personagem, nada de mais, nada de menos.
O estilo MT é inspiração para muitas, Dilma Rousseff que o diga! Dona de um estilo também elegante, mas bem mais conservador, ela não prefere arriscar muito – e nem deve, cá entre nós! – mas o que é mais presente no estilo da presidenta, são os terninhos e tailleurs que ela diversifica no quesito cores, mas raramente em modelagem, bem pouco variada. Não é muito ligada à moda e na maioria das vezes obtém ajuda na hora de se vestir, e não tenta se expressar através dela.
Por outro lado temos Michelle Obama que gosta e entende de moda, e todos vão sempre estar de olha nela. Tem até um blog americano chamado Mr. O (http://mrs-o.com/), que já segue seu estilo diariamente. Mas o que mais me agrada em Michelle é o fato de ela usar peças de estilistas novos de seu próprio país, representando e fazendo crescer o mercado da moda nacionalmente.
Então não importa em que lugar da política a mulher está, ele precisa ser elegante sempre! Qual delas você prefere?
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![]() | por Thálassa Coutinho |
Bora falar de coisa boa? Vamos falar de links legais que li por aí e que são minhas indicações pra semana! \o/ Vem comigo! ?
No Melhor Ângulo tem post de moda masculina, focada na modinha preppy, delícia de ler!
A Cinthya Rachel deu dicas bacanas de como escolher e aplicar o leave in, especial pras cacheadas #ficadica
As meninas do Glamour de Garagem fizeram uma entrevista excelente com o mito Regina Guerreiro, post salvo nos favoritos!
A Mari falou no Cabideiro sobre uma peça que é pra amar ou deixar: os jeans estampados! Hot or not?
Quer inspiração para o dresscode do trabalho? Kim Kardashian é o alvo, lá no Fashionismo (ótimo post da Thê)
Existe regra pra se maquiar? A Dai fez um desabafo sobre isso lá no TPM Moderna
As meninas do Starving dão exemplos de como usar neon como ponto de luz nos looks, sem exageros
Esse é um post antigo, mas meu favorito do Borboletando: fala sobre as mulheres estereotipadas pela revista Nova (excelente texto)
Curte coturnos? A Lore dá dicas de como usar e onde comprar essas lindezas! Lá no Garotas Dizem
Quer saber o que vai rolar de legal na coleção da Huis Clos pra Riachuelo? A Narda conferiu e contou tudo lá no HiLo
A Ju Romano fez um roteiro incrível especial 25 de março, em SP. Lá no Entre Topetes e Vinis
No Blz Interior? a Mah falou de tons de sombra que amo: as neutras!
A Paula do Não Provoque! fez uma lista de blogs legais cujo tema é viagem, vale conferir (e conhecer cada um!)
No Lipstick Corner tem as unhas (lindas!) da Gabi e o esmalte da semana, pra quem ama nude com detalhe de oncismo
Boa semana!
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![]() | por Thálassa Coutinho |
Que eu amo hip hop não é segredo pra ninguém! Danço desde os meus 13 anos, no colégio, com grupo de dança formado por outros. Depois, ensino médio, formei meu próprio grupo de dança. Lembro de ter feito audições pra compor o grupo oficial que dançaria nos eventos da escola, eram hilárias. E foi nessa audição que conheci um dos meus amigos e o melhor parceiro de dança que tive: o Junior. Nós fazíamos uma ótima dupla: tinha entrosamento, tinha química, e era um mega amigão. Meu orgulho hoje é vê-lo com professor de dança, participando de competições pelo país. Não segui a mesma carreira porque a jornalista que mora em mim resolveu falar mais alto, e bem, o resto vocês sabem.
Nos últimos dois anos que dancei, dava aulas num grupo comunitário que tinha crianças e adolescentes, era uma delícia! Fui me aperfeiçoando, ganhei um outro parceiro de dança chamado Neir, também professor, com quem eu tive bastante entrosamento. Mas nada era igual como era com o ‘Junin’, haha. Ele é excelente!
Depois de contar minhas aventuras como streeter, bora pra playlist? Ela é bem eclética: tem pop também, vai de Timbaland, passando por Timberlake e indo a Michael Jackson (cara que inspira 10 entre 10 streeters), tá bem legal e dá vontade de sair dançando por aí, de tão gostosa a batida. Curte aí:
E aproveita pra curtir esse vídeo aí que é um dos meus favoritos de dança: mistura música clássica com hip hop, balé com dança de rua (a parte favorita é a coreografia dos três caras e três moças dançando a suite ‘Dança da Fada Açucarada’, do ‘O Quebra Nozes’) , sensacional!
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![]() | por Thálassa Coutinho |
Eita que esse post vai ficar MUITO grande, haha. Faz um mês e alguns dias que o Be8 foi lançado, e eu não me esqueci dos detalhes finais pra postar pra vocês! Teve muito brinde bacana que não coube no outro post, mas eu te conto aqui e agora! \o/
Pra começar, a organização impecável do concierge do Iguatemi: tudo liiindo! Todos os produtos da Kiehl’s à disposição da mulherada, com direito a consultores explicando sobre as propriedades de cada produto, e até circuito SPA com massagem, coisa linda (me esbaldei na massagem nos pés, não quis mais sair de lá)! E não foi só: cada convidada levou pra casa um kit personalizado de produtos próprio pro tipo de pele e cabelo (conforme o formulário que elas preencheram antes do evento), o máximo.
E não só a Kiehl’s, mas a Beauty In também marcou presença na décor com suas balinhas de colágeno, barrinhas de cereal, e claro, o chá, servido geladinho pras convidadas.
E tem mais, ó:
Teve o kit da Mohda com esmaltes, toalhinha e creme hidratante pra mãos, blusa linda com estampa 70′s feita com aplicação de tachas da Zeit, livro sobre make da Capricho que a Cia. dos Livros presenteou as convidadas, kit mais que fofucho da Uatt? com máscara de dormir com estampa divertida, necessaire e necessaire pra chapinha, super cheia de detalhes e estampa fofa e a caixona BlueBox da Tryoop!, com kit de máscara de argila, Detox, creme hidratante e amostras de primer da Koloss, óleo corporal da Cless e perfume Loud, da Tommy Hilfiger.
Olhaí as meninas conferindo os brindes: óculos bapho da Chilli Beans, kit relógio troca-pulseiras da Mormaii econjunto de lingerie da Un.i. Impossível ninguém não ter saído feliz de lá, hein? haha
No último post vou falar das comidinhas gostosas e mostrar um pouco mais da farra das nossas convidadas em pleno sábado de manhã, uhul!
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![]() | por Thálassa Coutinho |
Esses dias eu andei lendo alguns dos blogs que mais gosto e vi referências – em diversos temas – a Miroslava Duma, que se tornou tipo uma nova Alexa Chung pras adoradoras de it girls da vida. Gosto tanto dela que não resisti em mostrar como ela pode tudo fazendo uma coisa: sendo destemida com relação a moda. Com 28 anos na identidade mas com carinha de menina que acabou de fazer 18, Miroslava é russa e filha do senador Vasilay Duma, um dos caras mais ricos do país. Já trabalhou para a Harpers Bazaar russa e hoje trabalha como jornalista freelancer para publicações como OK! e Glamour.
Mas o que mais me impressiona nela não é o fato de vestir TUDO o que os estilistas apresentam nas passarelas, mas sim a forma como ela coordena seu lado fashion victim e o distribui em 1,55 m. de altura. Pra ela, não existe regras na hora de se vestir: por mais absurdo que seja, ela sabe o que lhe veste bem, mesmo não sendo alta como uma modelo. E eu, como baixinha convicta (1,62m., bêzo), me inspiro muito nisso.
Essas são só algumas das várias dicas e truques que Miroslava se vale a cada look montado. Fashion victim? Talvez. Mas a partir dessas produções nós pequeninas podemos usar e abusar das dicas, claro, respeitando sempre as formas do seu corpo e experimentando muito, e sempre. E além disso, não temer a moda e as propostas (às vezes indecentes) de cada temporada – leia-se tendências. O negócio é jogar as regras pro alto e se divertir – com bom senso!
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