![]() | por Thálassa Coutinho |
42. Mas também pode ser 40, ou 44, que pode chegar a um abusivo 38 (!), e aà por fim fica difÃcil responder à quela famigerada pergunta: quanto você veste? Pois é, a falta de um padrão de medidas para roupas chega a doer pra muita gente, e a experiência que ganhei como vendedora me permite dar um conselho: não acredite nelas. Por exemplo, você já deve ter ouvido a seguinte frase: ‘ah, mas é por causa da modelagem, que é mais ampla (ou estreita)!’ Em tempos de e-commerce, e ainda que você conheça maravilhosamente bem o seu corpo, essa falta de medidas exatas para cada numeração é um problema maior do que muitos pensam.
Experimentar roupas tornou-se um martÃrio de muitas, infelizmente. Muitas vezes guiadas pelas medidas absurdas das modelos de passarela magérrimas, as marcas acabam comercializando, na maioria das vezes, peças minúsculas. Já aconteceu de eu vestir 46 (!) por causa da peça ter uma modelagem de 42. Esse tipo de coisa mexe com o insconsciente e o ego feminino, porque muitas não aceitam esse fator. Quantas vezes eu já tentei contornar essa situação com clientes já fiéis numa loja onde trabalhei que se recusavam terminantemente a vestir um número maior, ainda que eu dissesse que tinha a modelagem do número que ela costuma usar (que era uma verdade)? E elas tão erradas? Não mesmo.
    Sequer existe um estudo quanto a essa parte da antropometria brasileira, o que é ainda mais complexo, porque as brasileiras têm corpo meeesmo, curvas generosas, muito quadril e busto, cintura de pilão (como já diziam nossas avós), e onde encontrar peças que caiam perfeitamente, sem que sobre cós no jeans ou que a manga de um vestido não fique apertada? A única marca que vi se preocupar com tal problema foi a Levi’s, que apresentou no Fashion Business de verão/2011 a Curve ID, que tem medidas especÃficas de jeans para cada tipo de corpo e, vejam só, cai per-fei-ta-men-te, como se fosse feita sob medida. Certamente as marcas teriam muito a ganhar tomando iniciativas semelhantes.
    Li em algum lugar que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) está mexendo os pauzinhos pra sair logo essa tabela de padronização do vestuário aqui no Brasil. Já começou a vigorar para o setor infantil, depois abrangerá o setor masculino (e os homens também sofrem com isso!) e por fim, nós, as maiores sofredoras da causa. Enquanto isso, passemos longe do e-commerce e continuemos no jogo de adivinhação na hora de comprar uma roupa. É por nossa conta em risco.










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